segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sniper

COMBATENTES

Sniper
Sniper
"O Inimigo Invisível"
Na Segunda Guerra Mundial, foram tantos os capitães e tenentes assassinados pelos snipers alemães na invasão da Normandia, em 1944, que os aliados deixaram de usar as divisas no uniforme e pararam de bater continência para evitar denunciar a patente ao inimigo.
A cruel relação custo/benefício de um atirador de elite é o que vale na guerra. Com o emprego de poucos recursos, consegue-se um enorme impacto psicológico sobre o moral inimigo.
O fim desses soldados especialistas em matar sorrateiramente não era nada glorioso. Solitários, atacavam os alvos até ficarem sem nenhuma munição. Uma vez capturados, não podiam esperar muita clemência. Afinal, os atiradores de elite estão entre os inimigos mais odiados de uma tropa.


Um Sniper Australiano
Na Segunda Guerra, os atiradores de elite alemães utilizavam fuzis K98 com miras telescópicas, cuja luneta tinha o poder de ampliar em seis vezes o tamanho dos alvos. Já os norte-americanos usavam versões adaptadas de seus M1903 Springfield. Os japoneses utilizaram o fuzil Arisaka 97. Os italianos treinaram alguns snipers, equipando-os com o Carcano modelo 1891 dotado de mira telescópica. Mas os fuzis que mais fizeram fama foram o Nº 4 Mk 1, britânico, por sua robustez e o soviético Mosin-Nagant 1891/30, por sua precisão.

1943: Sniper da Wehrmacht treina com K98


Fuzil Britânico Enfield Nº 4 Mark1


Fuzil Russo Mosin Nagant 1891/30


Fuzil Japonês Arisaka Tipo 97
Especialistas em matar inimigos de surpresa, a partir de pontos estratégicos, os atiradores já eram empregados por exércitos muito antes da Segunda Guerra Mundial.
Desde a Antiguidade, persas, gregos e romanos treinavam arqueiros com excelente pontaria em missões de eliminação de soldados.
O advento das armas de fogo tornou os atiradores de elite ainda mais precisos e letais. Há relatos do uso pelos franceses dessa atuação militar na América do Norte, em 1609, e também no exército que lutou pela independência dos Estados Unidos, em 1775, quando milicianos locais conseguiam acertar formações inglesas a distância.
Os alvos preferidos eram os oficiais com seus vistosos uniformes bem diferenciados dos soldados. Alguns batalhões ingleses chegaram a ter todos os oficiais mortos.
Os veteranos caçadores locais, acostumados a longos períodos de solidão, formaram unidades chamadas “sharpshooters” (atiradores de elite), ou também “skirmishers” (tocaieros) equipadas com rifles Kentucky, os quais, pela qualidade de sua manufatura e longo comprimento de cano, tinham maior alcance precisão que os fuzis do exército britânico.
O termo inglês para atirador de elite (sniper), no entanto, aparece somente depois da conquista da Índia, no século 19. Snipe é o nome de um pequeno pássaro comum nesse país, e somente os bons atiradores (os snipers) conseguiam acertá-lo com tiro de fuzil.


Sharpshooter e Rifle Kentucky
Ao Tenente-Coronel D. Davidson, veterano da Guerra da Criméia (1854 - 1856), atribui-se a idéia de instalar lunetas em fuzis de infantaria, para aumentar a precisão a longa distância e fornecer aos soldados treinamento especializado em técnicas de tiro de precisão e tocaia. A luneta foi pouco utilizada no conflito, mas as táticas revelaram-se úteis.
Na mesma guerra, John Jacob, oficial que havia servido na Índia, utilizou um fuzil com projétil explosivo cujo alcance chegava aos 1.800 metros. Foi testado no conflito contra uma posição de canhão que logo se retirou.
Segunda Guerra dos Bôeres (África do Sul, 1899 a 1901): Os Bôeres eram fazendeiros, geralmente de origem holandesa, caçadores e bons atiradores. Deram muito trabalho às tropas britânicas. Eram guerrilheiros por natureza. Não possuíam treinamento militar e usavam táticas próprias. Os Bôeres eram rápidos na sua movimentação e disparavam escondidos a longa distância, utilizavam camuflagem nas roupas, face e chapéu.
Os britânicos eram lentos e tinham que caminhar a noite. Logo as tropas inglesas estavam marchando à noite para se proteger.
Mesmo usando o conhecimento do terreno e a camuflagem para compensar suas desvantagens, os Bôeres não conseguiram vencer a esmagadora superioridade numérica britânica em homens e armas. Mas muitas lições foram aprendidas e seriam aplicadas no próximo conflito.


Um Bôer Sul-Africano
Na Primeira Guerra Mundial, caracterizada pela ocupação de trincheiras, a função de franco-atirador se disseminou por tropas de todos os países e o termo sniper já era rotineiramente empregado. Antes do conflito, os britânicos haviam se preparado para uma guerra concentrada, sustentando fogo em pequena área. O conflito logo degenerou para outro tipo de guerra, com posições estaticamente entrincheiradas.
Anteriormente à Primeira Guerra a Alemanha já utilizava atiradores de escol em nível de Companhia. Uma seção de batalhão possuía 24 snipers dotados de fuzis com boas lunetas. Os alemães trabalhavam em duplas revezando o papel de observador e sniper. Cansa ficar olhando por uma luneta ou binóculo por muito tempo. Com seus snipers os alemães conseguiram a supremacia na “terra de ninguém” (espaço situado entre as trincheiras inimigas) durante os dois primeiros anos. Em um dia típico, um batalhão aliado perdia 18 homens alvejados por snipers, que atiravam de várias posições movimentando-se frequentemente. As posições eram reforçadas com metal, cavalos, corpos falsos e qualquer material para camuflar a posição.


Sniper Alemão, Primeira Guerra Mundial
Os alemães também usavam nas trincheiras, placas de metal com um orifício, para atirar. A reação de seus inimigos foi utilizar a artilharia e camuflagem das posições. Os britânicos testaram um fuzil de caçar elefantes, para tentar perfurar as placas blindadas. Os alemães reagiram colocando duas placas com terra no meio. Usavam táticas como mostrar o capacete e cabeças falsas acima do parapeito para chamar a atenção. Os britânicos testaram um fuzil com mira periscópica para observar e atirar sem se expor.

1º Guerra: Cabeças Falsas dos Britânicos



Guerra de Trincheiras:

Sniper Alemão               Sniper Britânico


Quando começou a Segunda Guerra Mundial, apenas os alemães e os soviéticos tinham mantido seu treinamento especifico para snipers. Os alemães tinham melhores armas e sistemas óticos, porem os soviéticos os suplantavam em técnicas de camuflagem. Quando os britânicos criaram sua escola de snipers o manual ainda era da Primeira Guerra Mundial. O treinamento não incluía papel de infantaria como tomar terreno, capturar prisioneiros ou liderar ataques.


Os snipers alemães que atuaram na frente russa tinham como alvos prioritários os operadores de armas pesadas, observadores, oficiais, ou tudo que ameaçava o avanço das tropas. Sem liderança as tropas russas não avançavam e ficavam paralisadas ou fugiam.
Sniper/Observador Alemães
Os sniper alemães avançavam com as tropas, cobriam flancos e neutralizavam observadores e ninhos de metralhadoras inimigos. No fim da guerra cada pelotão alemão tinha pelo menos dois homens treinados como observador e atirador de escol.
Os alemães deixaram muitos atiradores de elite escondidos nos vilarejos do norte da França depois da invasão do Dia D. A tática era atacar inimigos que, se imaginando em terreno seguro, acabavam pegos de surpresa.


Sniper Alemão na Bélgica França - 1944
Os snipers russos tiveram papel importante na Segunda Guerra Mundial, com mais de 40 mil alemães provavelmente mortos. No inicio do conflito havia uma equipe de fogo de snipers por Divisão. No fim da guerra já havia 18 snipers por batalhão ou dois snipers por pelotão. A doutrina era usar o sniper no pelotão como parte da unidade para compensar a capacidade de disparo longa distância perdida com os então novos fuzis de assalto, de curto alcance e tiro rápido. A infantaria passou a usar submetralhadoras para supressão, uma arma inadequada contra alvos em profundidade. Doutrinariamente os snipers cobriam estes alvos mais distantes. A submetralhadora era ideal em combates aproximados. Até os snipers levavam uma.
Sniper Russo - 1942
Na doutrina russa os atiradores de elite realizavam supressão a longa distância, eliminando alvos de oportunidade, como oficiais, por exemplo. Os russos sabiam que os líderes eram um alvo importante, pois é difícil substituir sargentos e oficiais de campo em tempo de guerra. Os russos entenderam que um fuzil de escol mais caro e refinado poderia compensar, com seleção de pessoal, treino e doutrina adequados. Snipers de um único regimento, por exemplo, mataram 1.200 inimigos com perda de menos de 100 homens. Também perceberam que as mulheres eram boas para a função, devido à paciência, cuidado e ao fato de evitarem combate aproximado, por sua a fraqueza corporal.


Snipers Russos em Stalingrado
Os snipers russos também trabalhavam em duplas, com seus Mosin-Nagant equipados com lunetas de 4ª potência. Eram precisos até os 800 m. O observador também fazia pontaria: para observar o tiro e atirar se o atirador principal errasse. Durante o avanço alemão a missão dos snipers russos foi retardar o avanço e procurar outra posição depois. O custo em vidas foi alto.
Os atiradores de elite soviéticos demonstraram grande valor em batalhas urbanas, como Stalingrado e Berlim.
A Ucraniana Lyudmila Pavlichenko
Vassili
A "Máquina de Matar" Soviética
Em 1942, a guerra havia reduzido Stalingrado a escombros. A abundância de prédios em ruínas, cenário perfeito para servir de esconderijo, fez os soviéticos notarem que o local era próprio à operação de snipers. Logo vieram reforços de diversas partes do país.
Um deles, o pastor de ovelhas Vassili Zaitsev, havia aprendido a atirar com seu avô aos 5 anos de idade. Sem nenhuma arma, por causa da falta de recursos do Exército soviético, ele apanhou o fuzil de um companheiro morto e acertou um soldado alemão que manejava uma metralhadora a mais de 100 m. de distância. A cena foi observada por um oficial, que deu a Vassili um fuzil com mira telescópica. Nos seus dez primeiros dias como sniper o ex-pastor liqüidou 40 alemães. Ao atingir 100 mortes, tornou-se foco da propaganda soviética como o expoente máximo da resistência.


Selo de 1944 com Atirador Russo
Era o início da glorificação soviética dos atiradores de elite. Zaitsev se tornou também instrutor, e logo as ruínas de Stalingrado estavam coalhadas de atiradores soviéticos.
Circulava a informação de que um super-atirador viria de Berlim para dar cabo de Zaitsev. O duelo entre ele e um Major de nome König foi retratado no filme “Círculo de Fogo”. Porém não existem registros do atirador alemão.
 O herói russo declarou haver enfrentado em certa ocasião um atirador experientíssimo, cuja posição só foi traída por um rápido reflexo da luz do Sol na luneta de seu fuzil. Zaitsev aproveitou e disparou em cheio a cabeça do inimigo. Virou lenda.
Cartaz Glorificando Vassili Zaitsev
Curiosamente, foram os russos as vítimas do maior atirador de elite de todos os tempos.
Ao invadir a Finlândia, em 1939, eles foram surpreendidos por atiradores acostumados a lutar em situações de frio extremo e em paisagens cobertas de neve. Um dos atiradores de elite era Simo Hayha, que em apenas 105 dias de conflito eliminou mais de 500 soldados soviéticos.

  Morte Branca
Simo Hayha era um camponês que aprendeu a caçar com espingarda aos 17 anos. Convocado a defender a Finlândia da invasão soviética, operou na região do rio Kollaa, lugar onde estava habituado a atirar. Hayha usava um fuzil Mosin Nagant M28 sem miras telescópicas e era capaz de acertar alvos a mais de 400 m de distância.
Em 1940, recebeu do Exército finlandês um fuzil Mauser com lunetas, mas preferiu continuar com seu M28, que, segundo ele, permitia disparar sem precisar levantar a cabeça – o que, no caso de um atirador de elite, pode significar a sobrevivência. 



Simo Hayha
A invasão da Finlândia custou aos russos 1 milhão de homens, contra 25 mil finlandeses. Simo Hayha, exímio atirador e perito em ocultar-se na neve, passou para a história com o apelido de “Morte Branca”.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o USMC (Fuzileiros Navais) treinou seus snipers para tiro e reconhecimento, sendo por isso denominados "scout-sniper". Cada Companhia possuía três snipers sendo um de reserva. O USMC treinava reconhecimento e táticas de sniper agressivo, entretanto esta técnica era de difícil emprego nas selvas do Pacífico em que a velocidade de retorno de tiro fazia grande diferença entre a vida e a morte. Por isso tinham que atuar em equipes de três com sniper, observador e apoio cuja função era dar cobertura com metralha BAR ou submetralhadora. Alguns snipers norte-americanos eram improvisados na função, como um soldado que treinava por conta própria, ou então tinha experiência de caça e aproveitava para atuar na função. O uso de lunetas mostrou ser uma desvantagem na selva densa.
O USMC era a única unidade que treinava seus snipers para tiro a até 900 metros, na Segunda Guerra. Este treinamento foi importante, com um atirador conseguindo abater soldados japoneses em ninhos de metralhadora em Okinawa, a 1.100 m. de distância. Às vezes utilizavam um projétil traçante que permitisse calcular a distância aproximada de seus alvos.

A ameaça dos snipers japoneses minou a força e o moral dos soldados americanos. Então o USMC rapidamente iniciou o emprego de snipers como contra-sniper no início da formação de um perímetro de cabeça-de-ponte, durante os desembarques.
 Contra bunkers, os atiradores do USMC atiravam nas janelas de metralhadoras. Outros japoneses tomavam o lugar, mas logo percebiam o que estava acontecendo e paravam. Em seguida os Marines avançavam com apoio dos atiradores e atacavam com lança-chamas e cargas explosivas.


Sniper Japonês e o Arisaka 97
Os Japoneses na Segunda Guerra Mundial, durante a Campanha do Pacífico, usavam seus snipers mais para defesa do que em ações ofensivas. Funcionava bem no terreno cheio de árvores do Pacifico, para controlar movimentos de tropas inimigas. O critério de escolha dos snipers japoneses era diferente do ocidental. Eram escolhidos os de melhor pontaria e ser sniper era considerado uma honra. O medo do fracasso os tornava bons. O treino era bem prático e aprendiam a serem pacientes e a se manterem ocultos por muito tempo com poucos recursos, considerando o padrão ocidental. Camuflavam-se aplicando folhas na farda e no capacete. Os snipers japoneses não faziam ações de coleta de informações, pois atuavam até a morte na posição, matando o máximo até serem mortos. Na selva das ilhas do Pacífico usavam mira simples para curto alcance.
Os atiradores japoneses geralmente deixavam os americanos passar e disparavam por trás de um buraco bem camuflado no chão ou do topo de uma árvores. Com pouca distância, até uma submetralhadora Nambu servia como arma de sniper. Os snipers se amarravam nas árvores para não denunciarem aos contra-sniper americanos que haviam sido atingidos, uma vez que este não os veriam tombar.
Snipers ocidentais raramente usavam árvores como posição, por saberem ser era uma armadilha mortal, caso descobertos. Os japoneses, por sua vez, usavam sapatos e garras especiais para subir nas árvores.
Os atiradores japoneses utilizavam o calibre 6,5mm Nambu, mais fraco. O alcance era relativamente pequeno, mas ainda potente a curta distância na selva. E o mais importante, com pouco ruído e praticamente sem fumaça.
A contramedida americana era atirar indiscriminadamente no topo das árvores com as metralhadoras BAR ou disparar um canhão de 37mm. Era uma tarefa lenta. Logo que tomavam uma cabeça de praia os Marines enviavam suas equipes anti-snipers.


Pacífico, 1945:

Americanos "caçam" Sniper Japonês
A maioria dos snipers, em geral agia deitada ou ajoelhada. Eram posições mais estáveis e que deixavam o corpo menos exposto ao ataque inimigo. Ficavam de tocaia em lugares altos – como a torre da igreja que aparece no filme “O Resgate do Soldado Ryan”, de onde, numa cena de arrepiar, um atirador alemão alveja os soldados americanos. Outra regra fundamental dos franco-atiradores era evitar ao máximo dar mais de um tiro do mesmo lugar porque se a primeira bala pegasse o inimigo de surpresa, o mesmo não aconteceria com a segunda.
Bastava ter seu esconderijo descoberto para que a vantagem do soldado de elite acabasse. Por isso era comum os atiradores formarem duplas.
Com um bom fuzil era possível acertar um tiro na cabeça ou no peito de um inimigo que estivesse a até 400 m. Um soldado, em pé a 600 m. era facilmente alvejado.


Um Sniper Britânico
A situação só mudava se houvesse ventos muito fortes, prejudicando as chances de acerto.
Por maior que fosse o impacto no exército adversário, sozinhos os atiradores de elite pouco podiam fazer para alterar os rumos da guerra.
Atiradores defendiam muitos prédios em Berlim, mas a bandeira Soviética, por fim acabou tremulando sobre o Reichstag.

Snipers Alemães na Normandia
Relato de um correspondente de Guerra


"Algum lugar da França, 26 de junho de 1944 - O atirador de escol - até onde eu saiba - é reconhecido como um meio legítimo de se fazer guerra; ainda assim, há algo de furtivo nele que implica com o senso americano de justiça. Eu nunca sentira isso antes de chegar à França e começar a acompanhar nossos soldados. Já tivéramos contato com franco-atiradores antes - em Bizerta, Cassino e vários outros lugares, mas sempre em pequena escala.

Aqui, na Normandia, os alemães se dedicaram de maneira total ao tiro de precisão. Há atiradores de escol em toda a parte. Há atiradores em árvores, em prédios, em pilhas de destroços, no mato, mas eles se localizam, principalmente, nas altas e cerradas cercas vivas que cobrem todos os campos normandos e costeiam cada estrada ou trilha.


Este é um país perfeito para o atirador de escol. Um homem pode se esconder nas boscosas sebes com vários dias de ração e encontrá-los é como procurar agulha em um palheiro. Para cada milha que avançamos, dúzias de franco-atiradores ficam para trás. Eles acertam nossos soldados um por um enquanto se deslocam pelas estradas ou campos.


Não é seguro se mover em uma área de bivaque até que os franco-atiradores tenham sido encontrados. No primeiro acampamento que cheguei, ouvi tiros zunindo por um dia inteiro antes que todos os atiradores escondidos fossem eliminados. Isso lhe dá a mesma sensação assustadora de andar em meio a um lugar que você acredite estar minado.


Nas campanhas anteriores, nossos soldados falariam sobre atiradores esporádicos com desprezo e nojo, mas aqui, a atividade se tornou mais importante e tomar precauções contra ela é algo que temos que aprender bem rápido.


Um amigo oficial disse: “Cada soldado aprendera a se prevenir contra franco-atiradores individualmente, agora temos que nos conscientizar deles como unidade”.


Os franco-atiradores matam tantos americanos quanto podem e então, quando sua comida ou munição terminam, se rendem. Para um americano, isso não é considerado muito ético. O soldado americano médio não tem grande ódio do soldado alemão comum, que luta em terreno aberto, mas seu sentimento contra os sorrateiros atiradores de escol são tão cáusticos que não podem ser publicados. Eles estão aprendendo como matar os atiradores antes que chegue o momento de se renderem.

De modo geral, esta parte da França é muito complicada para qualquer coisa a não ser o combate em pequenas unidades. Essa é uma região de pequenos terrenos, cada qual cercado por uma grossa sebe ou cercas altas de árvores. Dificilmente há um lugar onde você possa enxergar o campo além daquele onde você se desloca. Na maioria do tempo, o soldado não vê mais do que algumas dezenas de metros em qualquer direção.

Em outros lugares, o solo é inundado e pantanoso, com mato muito crescido e denso. Neste tipo de situação a guerra se torna quase homem a homem. Um oficial que servira muito tempo no Pacífico disse que este tipo de luta é a coisa mais próxima de Guadalcanal que ele já tinha presenciado."

Relato do correspondente Americano Ernie Pyle.

(morto em Okinawa em 1945)


Principais atiradores de elite da Segunda Guerra Mundial:

Atirador de elite             País              Mortes

Simo Hayha                    Finlândia           542

Ivan Sidorenko                URSS                500

Nikolay Yakovlevich Ilyin     URSS                496

Kulbertinov                   URSS                487

Mikhail Budenkov              URSS                437

Fyodor Matveevich Okhlopkov   URSS                429
Fyodor Djachenko              URSS                425
Vasilij Ivanovich Golosov     URSS                422
Afanasy Gordienko             URSS                417
Stepan Petrenko               URSS                412
Erwin König                   Alemanha            400
Vasili Zaitsev                URSS                400
Sulo Kolkka                   Finlândia           400
Semen D. Nomokonov            URSS                367
Abdukhani Idrisov             URSS                349
Philipp Yakovlevich Rubaho    URSS                346
Matthäus Hetzenauer           Alemanha            345
Victor Ivanovich Medvedev     URSS                331
E. Nicolaev                   URSS                324
Leonid Yakovlevich Butkevich  URSS                315
Nikolai Ilyin                 URSS                315
Lyudmila M. Pavlichenko       URSS                309
Alexander Pavlovich Lebedev   URSS                307
Ivan Pavlovich Gorelikov      URSS                305
Ivan Petrovich Antonov        URSS                302
Heinz Thorvald                Alemanha            300
Gennadij Iosifovich Velichko  URSS                300
Moisej Timofeyevich Usik      URSS                300
Nataly.Kovshova/Mª.Polivanova URSS                300
Ivan Filippovich Abdulov      URSS                298
Yakov Mikhajlovich Smetnev    URSS                279
Zhambyl Evscheyevich Tulaev   URSS                262
Sepp Allerberger              Alemanha            257
Fyodor Kuzmich Chegodaev      URSS                250
Ivan Ivanovich Bocharov       URSS                248
Mikhail Ignatievich Belousov  URSS                245
David Teboevich Doev          URSS                226
Vasilij S. Kvachantiradze     URSS                215
Mikhail Stepanovich Sokhin    URSS                202
Noj Petrovich Adamia          URSS                200
Gefreiter Meyer               Alemanha            180
Feodosy Smeljachkov           URSS                125
I. Merkulov                   URSS                125
H. Andruhaev                  URSS                125
Oleh Dir                      Alemanha            120
Tatiana Igantovna Kostyrina   URSS                120
Sgt. Passar                   URSS                103 



Vídeo
The German Sniper of World War II

Fontes:       http://sistemadearmas.sites.uol.com.br 
                 http://en.wikipedia.org/wiki/Snipers_of_the_Soviet_Union
                 http://historia.abril.com.br/guerra
                 www.russian-mosin-nagant.com

                 http://www.grandesguerras.com.br

5 comentários:

  1. Parabéns pelo seu site.

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  2. Magnífico este texto que você fez. Gostei muito mais da lista dos melhores atiradores de elite da segunda guerra, e também das excelentes fotografias e outras imagens. Muito obrigado mesmo.

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  3. Muito bom o conteudo.

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  4. Mto bom o site. Ja consultei e pesquisei nele varias vezes.
    Esse artigo sobre os Snipers e fantastico.
    Parabens pelo conteudo disponibilizado.

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